terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pink Floyd The Wall



The Wall é o décimo primeiro álbum de estúdio da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd. Lançado como álbum duplo em 30 de Novembro de 1979 ele foi, posteriormente, tocado ao vivo com efeitos teatrais, além de ter sido adaptado para o cinema.

Seguindo a tendência dos últimos três álbuns de estúdio da banda, The Wall é um álbum conceitual, tratando de temas como abandono e isolamento pessoal. Foi concebido, inicialmente, durante a turnê In the Flesh, em 1977, quando a frustração do baixista e letrista Roger Waters para com seus espectadores tornou-se tão aguda que ele se imaginou construindo um muro entre o palco e o público.

The Wall é uma ópera rock centrada em Pink, um personagem fictício baseado em Waters. As experiências de vida de Pink começam com a perda de seu pai durante a Segunda Guerra Mundial, e continuam com a ridicularização e o abuso de seus professores, com sua mãe superprotetora e, finalmente, com o fim de seu casamento. Tudo isso contribui para uma auto-imposta isolação da sociedade, representada por uma parede metafórica.

O álbum contém um estilo mais duro e teatral do que os lançamentos anteriores do Pink Floyd. O tecladista Richard William Wright deixou a banda durante a produção do álbum, continuando no processo como um músico pago, apresentando-se com o grupo na turnê The Wall. Comercialmente bem-sucedido desde o seu lançamento, o álbum foi um dos mais vendidos de 1980, vendendo mais de 11.5 milhões de unidades nos Estados Unidos, atingindo a primeira posição da Billboard. A revista Rolling Stone listou The Wall na 87ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

Fonte: Wikipédia

S.R.V.



Stephen Ray "Stevie Ray" Vaughan (Dallas, 3 de outubro de 1954 , foi um guitarrista de blues elétrico norte-americano. Era o irmão mais novo de Jimmie Vaughan e o líder da Double Trouble. Nascido em Dallas, Vaughan se mudou para Austin com 17 anos, quando iniciou sua carreira musical.

Foi uma importante figura do Texas blues, um estilo musical caracterizado pelo swing e pela fusão do blues com o rock. Tornou-se um dos principais músicos do blues rock, com diversas aparições na televisão e álbuns lançados. O trabalho de Vaughan englobou diversos estilos, incluindo o jazz e baladas. Foi indicado à doze Grammys, vencendo seis; em 2000, foi postumamente induzido ao Hall da Fama do Blues. Morreu em 27 de agosto de 1990, em um acidente de helicóptero em East Troy que também pôs fim à vida de integrantes da equipe de Eric Clapton.

Mestria - Pequenos Ensaios em Direção à Verdade - Aleister Crowley


"O Aeon de Hórus chegou; e sua primeira flor pode bem ser esta: que, livres da obsessão do fim do Ego na Morte, e da limitação da Mente pela Razão, os melhores homens uma vez mais ingressem de olhos abertos no Caminho dos Sábios, o trilho montanhês do bode, que leva às Encostas virgens, e daí aos píncaros gelados rebrilhantes da cordilheira da ...........M E S T R I A !"

Aleister Crowley

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dalai Lama e o Tibet





O Tibete ou Tibet é uma região de planalto da Ásia, um território disputado situado ao norte da cordilheira do Himalaia. É habitada pelos tibetanos e outros grupos étnicos como os monpas e os lhobas, além de minorias de chineses han e hui.

O Tibete é a região mais alta do mundo, com uma elevação média de 4 900 metros de altitude, e recebe a designação de "o teto do mundo" ou "o telhado do mundo".

Durante a sua história, o Tibete existiu como uma região composta por diversas áreas soberanas, como uma única entidade independente e como um Estado vassalo, sob suserania ou soberania chinesa. Foi unificado pela primeira vez pelo rei Songtsän Gampo, no século VII. Por diversas vezes, da década de 1640 até a de 1950, um governo nominalmente encabeçado pelos Dalai Lamas (uma linhagem de líderes políticos espirituais tidos como emanações de Avalokiteśvara - o bodisatva da compaixão) dominou sobre uma grande parte da região tibetana. Durante boa parte deste período a administração tibetana também esteve subordinada ao império chinês da Dinastia Qing.

Em 1913 o 13º Dalai Lama expulsou os representantes e tropas chinesas do território formado atualmente pela Região Autônoma do Tibete. Embora a expulsão tenha sido vista como uma afirmação da autonomia tibetana, esta independência proclamada do Tibete não foi aceita pelo governo da China nem recebeu reconhecimento diplomático internacional e, em 1945, a soberania da China sobre o Tibete não foi questionada pela Organização das Nações Unidas.

Após uma invasão contundente e uma batalha feroz em Chamdo, em 1950, o Partido Comunista da China assumiu o controle da região de Kham, a oeste do alto rio Yangtzé; no ano seguinte o 14º Dalai Lama e seu governo assinaram o Acordo de Dezessete Pontos. Em 1959, juntamente com um grupo de líderes tibetanos e de seus seguidores, o Dalai Lama fugiu para a Índia, onde instalou o Governo do Tibete no Exílio em Dharamsala. Pequim e este governo no exílio discordam a respeito de quando o Tibete teria passado a fazer parte da China, e se a incorporação do território à China é legítima de acordo com o direito internacional. Ainda existe muito debate acerca do que exatamente constitui o território do Tibete e de qual seria sua exata área e população.

Fonte:  Wikipédia

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Moção contra o fechamento do Museu do Automóvel de Brasília


Petição Moção de Apoio ao Museu do Automóvel de Brasilia
Para:Presidência da República

Sr. Presidente da República,

O Museu do Automóvel de Brasília tem cumprido de forma exemplar a missão de manter viva, nesta Capital Federal, a história da indústria automobilística - em especial o capítulo brasileiro desta história - promovendo a perenização da cultura e a preservação de parte relevante do acervo histórico brasileiro sobre o tema.

2. Esta nobre missão é realizada por um museu modesto, mas que detêm, dada sua qualidade e diversidade, um dos acervos mais valiosos de todo o país, incluindo exemplares raros de veículos produzidos em série limitadíssima, e últimos exemplares de diversas série de motores produzidos pela indústria brasileira.

3. Por sua relevância cultural, pela importante missão de preservar a história e a memória da indústria automobilística e sua influência na vida moderna brasileira, e pela manutenção, nesta Capital Federal, deste rico e valoroso acervo, manifestamos todo nosso apoio à causa do Museu do Automóvel de Brasília e à sua curadoria, para que este seja mantido em pleno funcionamento, situado em local nobre e em condições plenas para realizar, com excelência, sua relevante missão.


Assine a moção de apoio ao Museu do Automóvel de Brasília abaixo:

http://www.peticaopublica.com/?pi=apoiomab


O Museu do Automóvel de Brasília está na iminência de desaparecer.
Precisamos do seu apoio para conseguir uma nova sede para o Museu.
Ajude o Museu! clique na imagem abaixo, assine a petição e divulgue para seus conhecidos!
O Museu do Automóvel de Brasília agradece!

Sobre o Museu do Automóvel:
SGON - Quadra I - n. 205
CEP: 70.610 - 610
Brasília-DF

+55 (61) 3225.3000

Horário de funcionamento:
11h as 17h

Ingresso
R$10,00 inteira
R$5,00 meia

Pagam meia crianças de 06 anos a 12 anos incompletos, estudantes, maiores de 60 anos e grupos acima de 4 pessoas.

Mediante apresentação de documento de identificação específico, isenção de ingressos

Venha nos fazer uma visita!

FASES DA LUA

Fase da Lua hoje como vista por um observador voltado para o sul, tendo o leste à sua esquerda e o oeste à sua direita. À medida que a Lua viaja ao redor da Terra ao longo do mês, ela passa por um ciclo de fases, durante o qual sua forma parece variar gradualmente. O ciclo completo dura aproximadamente 29,5 dias. Esse fenômeno é bem compreendido desde a Antiguidade. Acredita-se que o grego Anaxágoras (± 430 a.C.), já conhecia sua causa, e Aristóteles (384 - 322 a.C.) registrou a explicação correta do fenômeno: as fases da Lua resultam do fato de que ela não é um corpo luminoso, e sim um corpo iluminado pela luz do Sol.


A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol. A fase da lua representa o quanto dessa face iluminada pelo Sol está voltada também para a Terra. Durante metade do ciclo essa porção está aumentando (lua crescente) e durante a outra metade ela está diminuindo (lua minguante). Tradicionalmente apenas as quatro fases mais características do ciclo - Lua Nova, Quarto-Crescente, Lua Cheia e Quarto-Minguante - recebem nomes, mas a porção que vemos iluminada da Lua, que é a sua fase, varia de dia para dia. Por essa razão os astrônomos definem a fase da Lua em termos de número de dias decorridos desde a Lua Nova (de 0 a 29,5) e em termos de fração iluminada da face visível (0% a 100%). Recapitulando, fase da lua representa o quanto da face iluminada pelo Sol está na direção da Terra.
As quatro fases principais do ciclo são:

Lua Nova:

• Lua e Sol, vistos da Terra, estão na mesma direção

• A Lua nasce 6h e se põe 18h.

A Lua Nova acontece quando a face visível da Lua não recebe luz do Sol, pois os dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo e se pondo aproximadamente junto com o Sol. Durante os dias subsequentes, a Lua vai ficando cada vez mais a leste do Sol e, portanto, a face visível vai ficando crescentemente mais iluminada a partir da borda que aponta para o oeste, até que aproximadamente 1 semana depois temos o Quarto-Crescente, com 50% da face iluminada.

Lua Quarto-Crescente:

• Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de 90°.

• a Lua está a leste do Sol e, portanto, sua parte iluminada tem a convexidade para o oeste.

• a Lua nasce meio-dia e se põe meia-noite

A Lua tem a forma de um semi-círculo com a parte convexa voltada para o oeste. Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de aproximadamente 90°. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe aproximadamente à meia-noite. Após esse dia, a fração iluminada da face visível continua a crescer pelo lado voltado para o oeste, até que atinge a fase Cheia.

Lua Cheia

• Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de 180°, ou 12h.

• a Lua nasce 18h e se põe 6h do dia seguinte.

Na fase cheia 100% da face visível está iluminada. A Lua está no céu durante toda a noite, nasce quando o Sol se põe e se põe no nascer do Sol. Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de aproximadamente 180°, ou 12h. Nos dias subsequentes a porção da face iluminada passa a ficar cada vez menor à medida que a Lua fica cada vez mais a oeste do Sol; o disco lunar vai dia a dia perdendo um pedaço maior da sua borda voltada para o oeste. Aproximadamente 7 dias depois, a fração iluminada já se reduziu a 50%, e temos o Quarto-Minguante.

Lua Quarto-Minguante

• a Lua está a oeste do Sol, que ilumina seu lado voltado para o leste

• a Lua nasce meia-noite e se põe meio-dia

A Lua está aproximadamente 90° a oeste do Sol, e tem a forma de um semi-círculo com a convexidade apontando para o leste. A Lua nasce aproximadamente à meia-noite e se põe aproximadamente ao meio-dia. Nos dias subsequentes a Lua continua a minguar, até atingir o dia 0 do novo ciclo.

O intervalo de tempo médio entre duas fases iguais consecutivas é de 29d 12h 44m 2.9s ( 29,5 dias). Esse período é chamado mês sinódico, ou lunação, ou período sinódico da Lua.

O período sideral da Lua, ou mês sideral é o tempo necessário para a Lua completar uma volta em torno da Terra, em relação a uma estrela. Sua duração média é de 27d 7h 43m 11s , sendo portanto 2,25 dias mais curto do que o mês sinódico.

O período sinódico da Lua, com duração de aproximadamente 29,5 dias (variando entre 29,26 6 e 29,80 dias), é, em média, 2,25 dias maior do que o período sideral da Lua porque nos 27,32 dias em que a Lua faz uma volta completa em relação às estrelas (o período sideral da Lua), o Sol de desloca [360°/(365,25 dias)] aproximadamente 27°=(27 dias × 1°/dia) para leste e, portanto, é necessário mais 2 dias [27°/(360°/27,32 dias)] para a Lua se deslocar estes 27° e estar na mesma posição em relação ao Sol, que define a fase.

Dia Lunar: Tendo em vista que o período sideral da Lua é de 27,32166 dias, isto é, que ela se move 360° em relação às estrelas para leste a cada 27,32 dias, deduz-se que ela se desloca para leste 13° por dia (360°/27,32), em relação às estrelas. Levando-se em conta que a Terra gira 360° em 24 horas, e que o Sol de desloca 1° para leste por dia, deduzimos que a Lua se atrasa 48 minutos por dia [(12°/360°)×(24h×60m)], isto é, a Lua nasce cerca de 48 minutos mais tarde a cada dia.

Recapitulando, a Lua se move cerca de 13° para leste, por dia, em relação às estrelas. Esse movimento é um reflexo da translação da Lua em torno da Terra, completada em 27,32 dias (mês sideral). O Sol também se move cerca de 1° por dia para leste, refletindo a translação da Terra em torno do Sol, completada em 365,2564 dias (ano sideral). Portanto, a Lua se move cerca de 12° por dia em relação ao Sol, e a cada dia a Lua cruza o meridiano local aproximadamente 48 min mais tarde do que no dia anterior. O dia lunar, portanto, tem 24h48m.


Rotação da Lua:

À medida que a Lua orbita em torno da Terra, completando seu ciclo de fases, ela mantém sempre a mesma face voltada para a Terra. Isso indica que o seu período de translação é igual ao período de rotação em torno de seu próprio eixo. Portanto. a Lua tem rotação sincronizada com a translação.

É muito improvável que essa sincronização seja casual. Acredita-se que ela tenha acontecido como resultado das grandes forças de maré exercidas pela Terra na Lua no tempo em que a Lua era jovem e mais elástica. As deformações tipo bojos causadas na superfície da Lua pelas marés teriam freiado a sua rotação até ela ficar com o bojo sempre voltado para a Terra e, portanto, com período de rotação igual ao de translação. Essa perda de rotação teria em consequência provocado o afastamento maior entre Lua e Terra (para conservar o momentum angular). Atualmente a Lua continua afastando-se da Terra, a uma taxa de 4 cm/ano.

Note que como a Lua mantém a mesma face voltada para a Terra, um astronauta na Lua não vê a Terra nascer ou se pôr. Se ele está na face voltada para a Terra, a Terra estará sempre visível. Se ele estiver na face oculta da Lua, nunca verá a Terra.

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Como o sistema Terra-Lua sofre influência gravitacional do Sol e dos planetas, a Terra e a Lua não são esféricas e as marés provocam fricção dentro da Terra e da Lua, a órbita não é regular, precisando de mais de cem termos para ser calculada com precisão. O período sideral varia até 7 horas. O período sinódico tem variação ainda maior, de até 12 horas (Lang,2001).

A órbita da Lua em torno da Terra está inclinada 5° em relação à orbita da Terra em torno do Sol.
 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hoje é dia de São Francisco de Assis

Orai conosco.

Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!

A história do rock de Brasília contada em livro


Jornalista reúne depoimentos da turma de curtidores do punk rock da cidade que daria origem a bandas como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Plebe Rude

Por Silvio Essinger em 08/05/2001

- Alô, Babu, é o Renato. Você sabe tocar baixo?

- Não, Renato, só sei tocar alto.

- Rá, rá, rá, tá! Tá bom, tchau.

E assim, por causa de uma piada boba, Babu perdeu a chance de tocar com a Legião Urbana, que poucos anos depois se tornaria uma das maiores bandas de rock no Brasil. Essa é apenas uma das histórias que o jornalista Paulo Marchetti, 30 anos de idade, conta no livro O Diario da Turma 1976/1986: A Historia do Rock de Brasilia, que sai em breve pela editora Conrad e que terá lançamento dia 22 de junho, no Espaço Cultural Renato Russo (ex-Teatro Galpão), na 508 Sul, em Brasília. Durante a festa, uma banda montada especialmente para a ocasião tocará as músicas de alguns dos grupos retratados no livro.

O ano de 1976 é aquele em que saem nos Estados Unidos e na Inglaterra os primeiros discos do punk rock - aqueles que irão influenciar os garotos de Brasília a montar suas bandas. E 1986 é quando as bandas que se destacaram na cena - Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial - já estão todas fora da cidade, tocando suas carreiras em meio à explosão do Rock Brasil. Nesses 10 anos se desenrola a história, que é recuperada por Paulo na forma do entrelaçamento de depoimentos das várias das pessoas envolvidas, mais ou menos como no livro Mate-Me por Favor, que retrata a cena punk inaugural, de Nova Iorque.

O jornalista entrevistou mais de 100 pessoas para o livro, 60 das quais acabaram entrando no livro. Algumas conhecidas, como Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (Legião), Herbert Vianna e Bi Ribeiro (Paralamas, que só seria formado no Rio de Janeiro), Dinho, Lôro, Fê e Flávio Lemos (Capital Inicial), Phillipe Seabra e André Muller (Plebe Rude) e o irmão de André, Bernardo (da Escola de Escândalo). Mas ele também foi atrás de pessoas que não chegaram ao estrelato, como Boticão, Ana Resende, Marta, Cris e o (agora) lendário Babu. Alguns foram bem difíceis de ser achados, como o iugoslavo Sava (que voltou para sua terra) e Iko Ouro Preto, irmão de Dinho, que muito brevemente tocou guitarra na Legião e hoje é fotógrafo em Paris.

Algumas pessoas infelizmente não deram depoimentos para o livro. Dois dos mais importantes, porque morreram, coincidentemente em 1996: Renato Russo e Fejão, guitarrista do Escola de Escândalo. "Fejão tocava de tudo, baixo, guitarra, e muito bem", conta. Outras pessoas, o autor simplemente não conseguiu encontrar porque elas se isolaram no mato: caso de Negrete (baixista da Legião) e Jander Bilaphra (guitarrista e vocalista da Plebe Rude).

Tema bem familiar

Paulo conta que sempre teve muita vontade de escrever um livro - seguindo o conselho do roteirista Doc Comparato, resolveu começar por um tema que conhecia bem. E suas memórias foram reavivadas em 97, quando trabalhava na MTV e estava preparando um especial sobre o aniversário de um ano da morte de Renato Russo, e tomou depoimentos de Dado e Bonfá. Nascia aí a idéia do livro, que ele foi escrevendo nas horas vagas, aproveitando as férias para viajar ao Rio e a Brasília para realizar as entrevistas.

Na época em que tudo aconteceu, o jornalista ainda era menino. Mas, por volta de 1982, as suas duas irmãs mais velhas eram ligadas às turmas. "Minha irmã do meio, Fernanda, era amiga da Aninha, irmã do Dinho. Eu só queria saber de andar de bicicleta e jogar futebol de botão, mas gostava de rock e a gente acabou se conhecendo. Como eu não podia sair de casa, ainda era moleque, ficava ouvindo as fitas que elas traziam - algumas do Renato Russo ao violão, outras da Legião Urbana, da Plebe Rude...", conta. Anos depois, Paulo viraria vocalista da banda brasiliense Filhos de Menguele, cujo baterista era Digão, mais tarde guitarrista dos Raimundos.

O esquema da turma era a seguinte: quem ia para Londres - coisa comum, já que havia muitos filhos de diplomatas - trazia os discos recém-lançados do punk, que eram copiados pela turma em fitas cassetes. Não raro, eles também traziam fitas com os programas do radialista John Peel. Assim, as músicas do Clash, Sex Pistols, Damned e Stranglers (cujos discos levavam meses, às vezes anos, até serem lançados no Brasil) se disseminavam rapidamente entre a garotada, numa Brasília que ainda tinha jeito de cidade de interior. A Turma da Colina (Fê, Flávio, Renato Russo), a primeira na cidade a curtir o punk, acabou transmitindo o gosto para os cabeludos da 104 Sul (Herbert, Bi e Dinho, que por sinal estava escrevendo um livro sobre a Turma da Colina), que ainda viviam o rock progressivo.

Rockonhas

O livro conta algumas prosaicas histórias da turma, como quando Lôro e Gutje (baterista da Plebe) saíram andando pela cidade atrás de uma meninas punks de quem tinham ouvido falar. Ou então de quando Fê e Renato Russo disputavam os exemplares do jornal New Musical Express (a bíblia do punk) que chegavam à biblioteca da Cultura Inglesa."Falo das histórias de fim de semana, das Rockonhas [festas com som e erva que freqüentemente acabavam com a chegada da polícia], das brigas com os playboys, das bebedeiras", relata.

O volume está dividido em duas parte: A Turma e As Bandas. Na segunda, entram os nomes conhecidos e alguns nem tanto, como Aborto Elétrico (que deu origem à Legião e ao Capital) e Detrito Federal, além de outros absolutamente obscuros, como o Diamante Cor-de-Rosa, Oasis e Nirvana (sim, bandas homônimas das gringas, fundadas antes daquelas), que reaparecem numa cuidada árvore genealógica, que impressa em página quádrupla. Além disso, Paulo teve o cuidado de fazer uma lista das bandas favoritas da turma, como Buzzcocks, Talking Heads, Stranglers etc.

O Diário da Turma é um bolo cheio de cerejas, até para quem acha que conhece bem a história do rock de Brasília. Hermano Vianna, irmão de Herbert, deixou que se publicasse trechos de uma carta que Renato Russo havia mandado para ele. Além disso, o livro traz detalhes sobre a tentativa de suícidio do líder da Legião, em 1984, e algumas das mais de 500 fotos que Paulo arrecadou entre os entrevistados. "São aquelas fotos da turma, com enquadramento horrível. Mas tem coisas como o Bonfá, o Negrete e o André Muller no colégio, cinco anos antes de formarem suas bandas", conta.

O trovador solitário


Renato Manfredini Júnior, nome artístico: Renato Russo (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 – 11 de outubro de 1996). Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), que durou quatro anos e terminou devido às constantes brigas que havia entre ele e o baterista Fê Lemos. Russo herdou desta banda uma forte influência punk que o marcou por toda a sua carreira. Nessa mesma época, aos 18 anos, assumiu para sua mãe que era bissexual e, em 1988, publicamente.

Em 1982, integrou a banda Legião Urbana, desenvolvendo um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.

Strani Amori

Mi dispiace devo andare via
Ma sapevo che era una bugia
Quanto tempo perso dietro a lui
Che promette e poi non cambia mai
Strani amori mettono nei guai
Ma, in realtà, siamo noi

E lo aspetti ad un telefono
Litigando che sia libero
Con il cuore nel lo stomaco
Un gomitolo nell'angolo
Lì da solo, dentro un brivido
Ma perché lui non c'è

E sono strani amori che
Fanno crescere e sorridere
Fra le lacrime
Quante pagine lì da scrivere
Sogni e lividi da dividere
Sono amori che spesso a questa età
Si confondono dentro a quest'anima
Che si interroga senza decidere
Se è un amore che fa per noi

E quante notti perse a piangere
Rileggendo quelle lettere
Che non riesci più a buttare via
Dal labirinto della nostalgia
Grandi amori che finiscono
Ma perché restano nel cuore

Strani amori che vanno e vengono
Nei pensieri che lì nascondono
Storie vere che ci appartengono
Ma si lasciano come noi

Strani amori fragili
Prigionieri liberi
Strani amori mettono nei guai
Ma, in realtà, siamo noi

Strani amori fragili
Prigionieri liberi
Strani amori che non sanno vivere
E si perdono dentro noi

Mi dispiace devo andare via
Questa volta l'ho promesso a me
Perché ho voglia di un amore vero
Senza te

Renato Russo não morreu