domingo, 18 de setembro de 2011

Domingão é dia de soltar pipa

Francisco e Papai em Pirenópolis
na Estalagem Alter Real
Junho de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Judas Priest e Whitesnake

Hoje é dia de show em Brasília

Set List

Whitesnake

My Generation (The Who song)

1. Best Years
2. Give Me All Your Love
3. Love Ain’t No Stranger
4. Is This Love
5. Steal Your Heart Away
6. Forevermore
7. Guitar Duel
8. Love Will Set You Free
9. Drum Solo
10. Here I Go Again
11. Still Of The Night
12. Soldier of Fortune (Deep Purple cover) (Capella)
13. Burn / Stormbringer (Deep Purple cover)

We Wish You Well

Judas Priest

1. Rapid Fire
2. Metal Gods
3. Heading Out to the Highway
4. Judas Rising
5. Starbreaker
6. Victim of Changes
7. Never Satisfied
8. Diamonds & Rust (Joan Baez cover)
9. Dawn Of Creation
10. Prophecy
11. Night Crawler
12. Turbo Lover
13. Beyond the Realms of Death
14. The Sentinel
15. Blood Red Skies
16. The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown) (Fleetwood Mac cover)
17. Breaking the Law
18. Painkiller

Bis:

The Hellion
19. Electric Eye
20. Hell Bent for Leather
21. You’ve Got Another Thing Comin’

Para Ouvir Acesse o lik abaixo:
Judas Priest
Whitesnake

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Guitarrista do Papai

Francisco Led Guitar

Pai e Filho

Eu e meu filho Francisco.
Setembro de 2011

Final de tarde no Lago Norte

Uma pequena lembrança do meu amigo Silvião, que sabe o que há de melhor na vida.

Foto: Silvio Zamboni

O malandro

José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor e violonista, percussionista e interprete brasileiro dos gêneros musical Coco e Partido Alto, sub-gêneros do Samba. Considerado o embaixador dos morros e favelas, cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical, também é considerado um dos principais expoentes do samba do estilo partido alto.

Para ouvir acesse:

Ella Fitzgerald e Joe Pass

Cry me a river
Acesse:

Miles Davis - Blue in green

Para ouvir e relaxar depois de um dia intenso de trabalho.
Acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=PoPL7BExSQU

Boa viagem!

"GRANDE SERTÃO: VEREDAS" - GUIMARÃES ROSA

"Tivesse medo? O medo da confusão das coisas, no mover desses futuros, que tudo é desordem. E, enquanto houver no mundo um vivente medroso, um menino tremor, todos perigam - o contagioso. Mas ninguém tem a licença de fazer medo nos outros, ninguém tenha. O maior direito que é meu - o que quero e sobrequero -: é que ninguém tem o direito de fazer medo em mim.”

Guimarães Rosa

O fazendeiro Riobaldo esclarece a um forasteiro que os tiros que o homem ouvira não eram de nenhuma briga, mas ele que estava atirando numa árvore, abaixo do córrego, praticando, como fazia desde moço. Inicia uma narrativa longa sobre o tempo em que fora jagunço e pertencia a bandos, e percorria o sertão, pilhando cidades, lutando, matando, fugindo da polícia. Acreditava ter feito um pacto com o diabo e, um dia, deveria encontrá-lo para acertar as contas. Vivera inúmeras aventuras, mas nenhuma comparava-se ao que sucedeu depois que conheceu outro jagunço, Diadorim, cujos olhos verdes o queimavam. Diadorim perturbava-o, mas não sabia porquê.

Riobaldo era um homem corajoso, não fugia de brigas, não temia outros jagunços. A vida deixara-lhe bruto por fora, mas conservava uma sensibilidade que o levava a refletir sobre coisas. "(...) Mestre não é aquele que ensina, mas aquele que aprende. (...)" Era um filósofo sertanejo, que enxergava na amplidão do sertão, mais que podia ser visto pelos olhos. "(...) O sertão é o mundo (...)". E pela vastidão desse mundo, deixou de ser jagunço para ser líder. No entanto, temia o encontro fatal com o diabo.

Quando criança, Riobaldo salvou outro garoto de ser violentado por um homem, matando-o. Salvou Diadorim. Adultos, reencontraram-se, e Riobaldo viu-se enredado, sentiu-se frágil, atraído, queria cheirar o corpo de Diadorim, mas repelia essa vontade. Amaria Diadorim? Teve medo de si mesmo, ele que somente tinha medo do diabo. Pensava em Otacília, a mulher que o esperava, e fingia consolar-se.

A agonia de Riobaldo somente chegou ao fim, quando Diadorim foi baleado, morto. Ele chorou. Tirou o casaco de vaqueiro de Diadorim e teve o mistério revelado. Soube porque aquele homem perturbava-o: seu corpo era de mulher, Diadorim era muher. Uma mulher que fingira ser homem para ser jagunço e vingar-se de outro jagunço. Vivera uma farsa que impediu que Riobaldo confesasse seu amor. O medo que Riobaldo sentiu de si mesmo impediu que vivesse o amor. Sofreu.

Riobaldo descobriu, adiante, que não havia pacto com o diabo, que não estava preso a nada. Velho, restavam-lhe as lembranças do que não fora, e a certeza de que o diabo não existia, o que existia era o homem. O mais era travessia.

Texto de Elson Teixeira Cardoso

Lembrança de Chico Xavier


"A esperança é a filha dileta da fé, ambas estão uma para outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol".

Chico Xavier