A obra de Monteiro Lobato não é só o resultado da reunião de textos escritos para jornais ou revistas. Comprometido com as grandes causas de seu tempo, o criador do Jeca Tatu engajou-se em campanhas por saúde, defesa do meio-ambiente, reforma agrária e petróleo, entre outros temas que continuam atuais. Ele arrebatava o público com artigos instigantes, que hoje, constituem um precioso retrato de uma época, um painel socioeconômico, político e cultural de um período. Dono de estilo conciso e vigoroso, com forte dose de ironia, utilizava uma linguagem clara e objetiva, compreensível ao grande público. Mais importante, revelou o mundo rural, então ignorado pelos escritores de gabinete que ele tanto criticava.
As diferentes eras que a humanidade transcendeu valores foram acompanhadas por importantes fenômenos cósmicos. Assim, conforme a Lei de Thelema, associou-se cada Aeon, cada período, a uma divindade egípcia: o primeiro Aeon foi da deusa Ísis, que representou a dominação e o poder da maternidade, o segundo de Osíris, marcado pelo patriarcado, pelo sacrifício do homem, e o terceiro, o novo Aeon, que pertence ao deus Hórus, deus da sabedoria e da verdade. Esse tempo já começou.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Cora "coragem" Coralina
"Não andeis a respigar" - diz o preceito bíblico
O grão que cai é o direito da terra.
A espiga perdida - pertence às aves
que têm seus ninhos e filhotes a cuidar.
Basta para ti, lavrador, o monte alto e a tulha cheia.
Deixa a respiga para os que não plantam nem colhem
- O pobrezinho que passa.
- Os bichos da terra e os pássaros do céu.
Trecho final do Poema do Milho de Cora Coralina
Lampião, o rei do sertão
Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, nasceu no sertão pernambucano e se transformou no mais forte símbolo do cangaço. Alto, pele queimada pelo sol sertanejo, cabelos crespos na altura dos ombros e braços fortes, Lampião era praticamente cego do olho direito e andava mancando, por conta de um tiro que levou no pé direito. Destemido, comandava invasões a sítios, fazendas e até cidades. Dinheiro, prataria, animais, jóias e quaisquer objetos de valor eram levados pelo bando, eles ficavam com o suficiente para manter o grupo por alguns dias e dividiam o restante com as famílias pobres do lugar. Essa atitude, no entanto, não era puramente assistencialismo. Dessa forma, Lampião conquistava a simpatia e o apoio das comunidades e ainda fazia aliados.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Folhetim revolucionário
Glauber Rocha alcançou a fórmula do folhetim revolucionário em Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e no Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969). O desejo de popularização da sua arte o fez combinar cinema, política e mitologia popular. A história não é contada é cantada, como num cordel nordestino. Deus e o Diabo na Terra do Sol explode nas telas como um filme solar, parte da convulsão e violência da terra sertaneja para chegar a rebeldia em estado puro. Glauber parte do imaginário euclidiano de Os sertões até transformá-lo em duelo, dança, western politizado. No filme toda rebeldia, opressão ou fascismo será o embrião de uma ira revolucionária. A violência não é um simples sintoma, é um desejo de transformação, é “a mais nobre manifestação cultural da fome”.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A guitarra de Hendrix
Jimi Hendrix não foi simplesmente um músico excepcional. Autodidata, canhoto, tocava uma guitarra Fender Stratocaster para destros, com as cordas invertidas (revolucionou a maneira de tocar) desenvolveu o uso da alavanca e principalmente dos pedais conhecidos como wha-wha (sons manipulados automaticamente através de combinações de efeitos). Mais que isso, mostrou ao mundo novas possibilidades sonoras e ideológicas, sobretudo em suas letras. Revelou a insatisfação de uma geração que plantou o flower power nos anos sessenta influênciada pelo movimento beat dos anos cinquenta. Pregou principalmente a liberdade, a liberdade de esolha, a liberdade de criar, divulgar, falar, sentir... Sentir novas emoções e procurar novas experiências. Conhecer, confrontar e romper velhos paradígmas.
Mingus, Mingus, Mingus...
Charles Mingus Jr. é o mais influente contrabaixista do jazz moderno. Nascido numa base militar em Nogale, Arizona, cresceu em Los Angeles. Seu talento logo foi percebido, e Mingus trocou nos anos 40 em vários grupos. Nos anos 50 tocou com uma constelação de grandes músicos a quem admirava muito. Durante a década de 60, porém, problemas psicológicos e dificuldades financeiras fizeram a carreira de Mingus entrar em parafuso (não sem antes gravar mais uma de suas obras-primas, The Black Saint and The Sinner Lady, e também um disco solo como pianista, Mingus Plays Piano). As coisas só iriam melhorar, na vida profissional e pessoal, a partir de 1971, com o recebimento de uma bolsa de composição da fundação Guggenheim e a venda das matrizes do selo Debut para a Fantasy. Em 1977 foi diagnosticada em Mingus uma esclerose lateral amiotrófica, e em 1978, realizou-se um concerto em sua homenagem na Casa Branca, Mingus compareceu numa cadeira de rodas. O fim viria no ano seguinte depois de uma série desesperada de tentativas de cura usando diversos tipos de medicina não-convencional. Depois de sua morte seu prestígio cresceu ainda mais levando seu legado adiante.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
On the road
"(...) porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos 'aaaaaaah!'. "
Trecho do livro On The Road de Jack Kerouac
Para além do bem e do mal
"O homem não poderia existir sem admitir as ficções lógicas, sem medir a realidade pelo mundo puramente fictício do absoluto, do identico-a-si-mesmo, sem falsificar constantemente o mundo pelo número, que renunciar aos juízos falsos seria renunciar a vida, negar a vida. No entanto, confessar que a não-verdade é uma condição vital é opor-se e de modo perigoso às noções de valor habituais. É só uma filosofia o ousar, para se colocar de pronto para além do bem e do mal."
Trecho do livro Para além do Bem e do mal de Friedrich Nietzsche
Trecho do livro Para além do Bem e do mal de Friedrich Nietzsche
domingo, 11 de outubro de 2009
Como dizia Raulzito
Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar
Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons
Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral
Amém.
Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral
Amém.
Música o trem das sete de Raul Seixas
sábado, 10 de outubro de 2009
O Rei e o Plebeu no Senado da República
Homenageamos Raul e o Rei no Auditório ACM do Senado. Lá registramos o que os uniu, o rock'n'roll. O show foi bom, animado e inusitado. Para tanto, ouví toda discografia de Raul e quase tudo do Rei. Conclui que Roberto fez mais rock'n'roll que Raul, este porém, contribuiu generosamente para o amadurecimento do conceito "rock tropicalista" (mas que não chegou a tomar pra si) misturando baião com o rock'n'roll, soube travestir suas críticas através do humor de suas mensagens, enquanto aquele, reverenciou seus ídolos simplesmente.
Os integrantes da banda O Rei e o Plebeu são:
Kadu (batera), eu (baixo), Luizinho Tim (vocais), Ron (teclados) e Diogo (guitarra)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Enfim, um novo tempo...
I
Espaço dedicado a todos que querem um mudo melhor,
Mais justo, com mais amor.
Utopia e realidade se misturam
Num turbilhão de imagens, sons e emoções,
Deleite natural à flor da pele.
II
Agora é sempre!
Agora é sempre!
Eterniadade que não percebemos,
Pois nunca existimos noutro lugar
Além do espaço que ocupamos,
O Planeta Terra.
III
A nova era chegou!
A nova era chegou!
E já revelou amores e mentiras,
Alimentou sonhos, muitos sonhos...
IV
Apocalíptica como o ocaso inevitável,
O novo aeon veio para mudar, seu caminho é transformar
E somos a própria transformação,
V
Somos a mesma sociedade que há tempos se atura,
Se ama e se odeia,
Mas que acima de tudo se supera.
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08 de outubro de 2009
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